sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Desentendimentos entre crianças e adolescentes: problema a ser resolvido pelos adultos ou pelos próprios envolvidos?

                                                  Brincadeira tem limite



Desde os primórdios da humanidade, os indivíduos carregam consigo instintos que o levam a agressividade. Tal aptidão se manifesta logo na infância, sendo controlada ao longo do período de formação do ser humano para que não atinja patamares exacerbados. Entretanto, um fato que alarma a sociedade pós-moderna é a negligência no enfrentamento entre crianças e adolescentes, isso porque o mesmo pode cedes lugar a adultos violentos e descontrolados.


Recentemente, uma nova linha de pensamento tem afirmado a necessidade de que picuinhas entre crianças e adolescentes devem ser resolvidas pelos próprios, sem o envolvimento de adultos. Nesse sentido, a agressão é tratada como um traço adaptativo. Não discordo que agressões servem para a adaptação do ser humano, mas de maneira que o torne responsável e consciente daquilo que é errado e desrespeitoso. Devido a isso, afirmo a necessidade da intervenção de pais e educadores. Uma simples picuinha pode tomar proporções inimagináveis caso não seja devidamente encarada.


Colocar em pauta tal desavença entre os jovens e justifica-la com os velhos clichês de que é uma “fase de adolescente”, “isso passa com o tempo” e “brincadeira de criança” é simplesmente vendar a realidade. Coloco assim as minhas mais sinceras desculpas quanto à opinião da professora de Psicologia da Universidade de Kentucky, Mônica J. Harris que apresenta a agressão como algo adaptativo, deixando a entender que uma intervenção familiar ou do corpo docente seriam inapropriados, já que se romperia a oportunidade de adaptação dos envolvidos enquanto se desentendessem.


Firmo-me em Freud, que já dizia que a sociedade estaria condenada a desintegração por causa da hostilidade entre os homens, sendo este o motivo de existir sim uma intervenção como medida de proteção a nossa própria espécie e a um convívio social mais saudável. Logo, é preciso trabalhar no seio familiar a questão da não agressão físico-psicológica para com os filhos, já que crianças que sofrem agressões em casa são potencialmente mais propícias quando mais velhos a extravasarem tal período passando a ser o agente hostil do contexto, criando muitas vezes situações conflituosas no meio que vive.


Vejo que é durante a infância e adolescência que criamos a nossa primeira edição, que seria o período que aprendemos a noção do certo e do errado e para que isso ocorra os pais precisam colocar em prática a disciplina, regras e um diálogo aberto para compreender melhor seus filhos. Quanto aos educadores estes devem caminhar de forma conjunta aos pais, ficando atentos ao comportamento do aluno, para que, caso chegue a um desentendimento, tentam nos pais o apoio para intervir e solucionar a questão.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Nascemos Com Um Senso De Moralidade?

Moral: um bem que perpassa gerações

                A sociedade humana encontra-se atrelada a uma série de princípios básicos de comportamentos ideais a serem adotados diante de toda e qualquer situação, a fim de que nenhuma pessoa cometa desvios de regra, percalços de posturas que cheguem a afligir aqueles que já se encontram alinhados aos padrões básicos e tradicionais de exibição perante o coletivo. Esse conjunto de regras, exigências e prontidão de qualidades sociais estão enquadrados no conceito de “moral”, que abrange fundamentalmente os quesitos apostes que caracterizam um indivíduo como ser sociológico, que preserva a realização frequente de ações construtivas que favoreçam a elevação do caráter, da ética geral.
                O tempo promove a aglomeração de aprendizados, conclusões ou de modo primário, “morais”, acerca dos acontecimentos corriqueiros, que possuem como foco de alcance o ser-humano em seu estado de “aprendiz da vida” e das situações que a mesma lhe proporciona, pois é por meio do contato cotidiano com o próximo que o indivíduo é capaz de identificar o teor de falhas das atitudes, das palavras proferidas pelo outro, das soluções tomadas para finalizar o caso exposto, constatando ao final de cada diálogo se o desfecho alcançado foi, de fato, o mais viável para ambas as partes, observando se a tal conclusão propiciou ou não o rompimento de valores morais.
                Se sim, acarretou em prejuízos, pois feriu uma virtude já arraigada não só na base de elementos prioritários e regentes do visual de atitudes humanas como também no imaginário coletivo, ou seja, os pontos cardeais, norteadores do ser público são essencialmente os elementos morais. Tais partes integrantes já existem em nosso pensamento, organismo, desde quando nascemos, pois inicialmente já somos colocados em contato com um leque de posturas ideais e reprováveis, por irem de acordo ou contra aos princípios triviais de atuação em sociedade.
                Então, por estarmos já cientes do que é “certo” e do que é “errado”, do ponto de vista comportamental, da postura ética e cidadã em relação às vias de visualização das ações humanas, é como se já tivéssemos cravado em nossa consciência um dispositivo capaz de detectar atos condizentes e não correspondentes ao estabelecimento das normas de ordem pública, retentoras de desvarios, posturas desviantes e de colapso que insinuam a quebra da ordem moral. Portanto, a moral já nos seria um instinto, uma tendência espontânea que possuímos de realizar atitudes que convém com a trama moralista.
                Espero que vocês após esta breve explanação sejam capazes de concordar com a premissa de que a moral acompanha os avanços humanos verificados na progressão temporal, ou seja, é fruto de um processo sócio-histórico, não estando fadada a modificações profundas por estimular modos de postura, de opiniões abundantemente enquadradas como de fato concisas, respeitosas e inerentes ao bem-estar social.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Drogas: falta (co)operação

Ação Policial e Social

                      O sacrificante problema relacionado ao uso de drogas vem entorpecendo os não adeptos dessa prática, e mais, amedrontando-os. A dimensão dessa realidade é tão devastadora que foge do controle público, ético e moral. Cada vez mais jovens se perdem ao buscar a promessa da liberdade trazida por tais drogasse além de desrespeitarem a sua própria saúde, colaboram (in)diretamente para o crescente número de traficantes. A seriedade dessa situação já é discutida a tempos, mas medidas efetivas precisam ser colocada em prática para que haja uma mudança.
                Diante disso é necessário um encadeamento de medidas bem elaboradas e viáveis, criadas por poderes superiores, que além de gerar resultados garantam a adesão social para essa luta. Essas medidas devem pautar todas as faces da causa, desde o “não-inserimento” de novos jovens ao vício, como a saída dos já inseridos. Para isso é preciso, primeiramente, solidificar as bases familiares de cada indivíduo, garantindo-lhes um ponto de apoio ao estresse cotidiano. Ao criar novas oportunidades de sucesso profissional haveria uma maior estabilidade financeira, diminuindo a motivação dos jovens de entrar para tal mundo em busca do dinheiro fácil.
                Não obstante, é extremamente importante que ajudemos os já viciados. Para isso, é necessário que se torne as clínicas de reabilitação um local agradável, mostrando ao drogado como é possível conseguir os seus objetivos sem ser preciso o uso de drogas. Garantindo o tratamento dos dependentes químicos tiraríamos da máfia grande parte de seus consumidores, o que diminuiria significativamente o giro econômico ao redor dessa prática.
                Os traficantes, que devem ser olhados como desobedientes da lei, precisam de rigorosa fiscalização para combater a sua atuação. Para que haja a efetiva fiscalização, a remuneração (assim como o treinamento dos responsáveis por tal) deveria ser melhorada. Isso acarretaria na diminuição de no índice de corrupção por parte dos policiais e melhor captura dos policiais.
                Todavia, a população precisa se mobilizar. Contribuir com a ação policial através de denúncias e com ação social através da disseminação da campanha preventiva é fundamental para o sucesso da operação. Nas comunidades menos favorecidas, seria ideal a apresentação de informações relacionadas ao assunto; e nas comunidades de alto padrão, um direcionamento para que se possa absorver as informações das quais já se tem acesso.
                Coma união das diversas medidas aqui apresentadas diminuiríamos o risco causado pela droga à sociedade atual e tornaríamos mais sutil o índice de violência, assim como desenvolveríamos a ética e a moral dos cidadãos. A população só tenderia a ganhos, garantindo o progresso econômico da cidade, bem como a ordem.